Infelizmente uma coisa é certa.. só damos o devido valor depois que perdemos, portanto valorize o que você tem antes que seja
tardedemais.— Camila Ferreira (simula-um-toque)


Não estou mentindo quando digo que te quero muito e que sinto muito ciumes de você mesmo confiando muito em ti , é que bate um medo as vezes sabe? Em que toda a minha vontade em querer ta perto de você que todo esse amor, paixão ou sei la que nome se dá a um sentimento que não tem palavras pra descrever, seja passeira, sabe aquela coisa que dá num momento e que passa instantaneamente do mesmo jeito que surgiu, meio que sem querer, vá em bora da mesma maneira? Então. É medo de te perder mesmo, não pra uma pessoa melhor do que eu, mais sim uma que possa fazer “mais” , por você e pra você, entende ? Tenho essa mania de achar que nunca faço suficiente, fico sempre me cobrando.
Eu penso muito em você sim, toda hora a todo momento, sem exageros , a vontade de estar perto é tão grande , sabe quando se desfruta de uma coisa tão boa e vicia nela? não que você seja uma “coisa”, não leve a mal os meus termos, mas você é muito viciante sim, meio que te uso, quando estou com algum problema, até quando eu não quero pensar em nada, esse nada vida tudo, prova disso é que depois de te conhecer me “apaixonar”por você, é o unico que vem em meus pensamentos. Desculpe a minha falta de experiencia ok ? Não sei ainda explicar o que é se “apaixonar” ou se eu estou sentindo isso mesmo por você, é que fica meio dificil explicar um sentimento que você desconhece, sei que eu sinto algo q eu nunca senti por ninguem, preocupação, necessidade em cuidar, em proteger, estar perto, bom se isso não for paixão não faço a minima do que seja, só sei que quero descobrir esse sentimento com você.
Desde ja se der certo, quero que sinta-se devidamente avisado que sou muito chata, irritante, grudenta entre outras “qualidades” que não citarei porque faço questão de que as descubra ao longo do caminho, e que seja muito longo, para não perder a graça ou o encanto, e que seja eterno enquanto dure, e que dure pra sempre.
Ali estavam eles, agarrados a uma magnífica ilusão e dispostos a não soltar, ambos apegados e sonhando os sonhos do outro. John bem mais do que Taylor é verdade.
– Vai ser sempre assim? – Não era uma pergunta, era mais um desabafo.
– Ao que se refere? – Perguntou ele, retomando os próprios sentidos e buscando os doces olhos claros da garota.
– Eu disse isso alto? – Sorriu, ainda que com o olhar distante.
– Na verdade disse… Não queria ter partilhado isso?
– Não. – O silêncio se fez por alguns segundos até que Taylor percebesse a situação desconfortante.
– Não, não é bem o que eu queria ter dito. É isso. – Ela não estava segura das próprias palavras e não conseguia desviar o olhar do teto, parecia mais seguro.
– Já que você disse… – Ele insistia e como resposta ela preferia esgueirar-se, até que não restasse nem mesmo essa alternativa. E não demorou muito.
– Vai ser sempre isso? Quero dizer, sempre nos sentiremos completos?
– Não é como deve ser? Passamos tempo suficiente nos sentindo metade, procurando alguém que se encaixasse, nada mais justo que possamos nos sentir eternamente completos agora não é mesmo?
– As coisas nunca são justas John. – As palavras fluíram com mais clareza dessa vez e ela parecia certa do que dizia.
– Qual o problema?
– Problema? – Conseguia arrumar forças e agora o encarava.
– É preciso de um não é? Ou do nada todas essas dúvidas surgiram? Alguma coisa mudou não é? Você não anda mais tão animada com os nosso planos, não sorri mais com a mesma verdade e de repente você vem com essa de “ As coisas não são justas John”.
– Meus planos! – Falou ignorando todo o resto do discurso infantil do rapaz.
– Como?
– Planos… Esses que você se refere como “nossos”… Sempre foram meus John. – Ela não queria ter lhe dito isso e a prova mais evidente disso foi que se tornou evasiva em todo o diálogo que se seguiu.
– Seus?
– Sim.
– Viajar de caminhão, conhecendo as histórias das pessoas. Visitar aquele asilo de anões no interior de São Paulo. Construir uma casa na árvore. Fazer juntos aquele curso de mecânica. – Ele sorria enquanto em sua memória passavam as cenas das quais ele se referia.
– Todos meus. – Mais uma vez o silêncio.
– Supondo que eu tenha mesmo embarcado na busca dos seus objetivos. Tudo isso é por ciúmes? Por vontade de viver e alcançá-los sozinha.
– É claro que não, eu não seria egoísta a esse ponto.
– Então o que é? Tudo o que eu disse ainda é válido Taylor, nós vamos…
- Ás vezes é preciso mais! – Ela o interrompeu como se tirasse algo de dentro de si própria.
– Você está certa, não se pode viver de planos…
– Não são eles… Ás vezes é preciso mais do que palavras John! Há uma vida além da redoma de vidro da qual você fez da NOSSA e eu quero vivê-la. E como deve estar imaginando… Não, eu não me sinto completa. Ao seu lado eu sinto que sobra, você me preenche além da conta e extravagâncias nunca fizeram o meu tipo. – Talvez fosse mesmo preciso atitudes, reações e agora John se dava conta disso. Talvez palavras nunca fossem o bastante pra ela, mas pra ele sempre foram, inclusive ali. Ali elas foram o suficiente para enfraquecer o elo.
E agora John olhava os olhos da menina e os desconhecia. Ela era uma mulher e ele pobre rapaz, sem vida, sem planos e sem sonhos… Só lhe restavam palavras que Taylor insistia em lhe tirar.
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